O Arrebol Espírita

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

ABNEGAÇÃO




Entre tantas outras virtudes necessárias para nossa ascensão, há a Abnegação que muito agrada ao Pai.

Aquele que vive a queixar-se de tudo e de todos, faz aumentar seu próprio sofrimento.
Compare o queixoso com um recipiente onde é acumulado um volume excessivo de massa.
O recipiente, naturalmente se romperá pelo esforço nele concentrado.
Os laços de amizade entre o queixoso e os outros, igualmente acabam por romper-se.
Este irmão, doente da alma, não expressa nenhuma simpatia, e até mesmo seus familiares passam a evitá-lo, uma vez que se torna quase impossível conviver pacificamente, com alguém que se lamenta incessantemente da vida, como se fosse vítima da mesma e dos outros, como se estes tivessem culpa de seus sofrimentos.
O queixoso geralmente é pessimista e amargo, conseguindo com seu azedume fazer gravitar em torno de si, por atração, um campo de energias negativas e repelentes, pondo em atividade a força de repulsão, através da qual todos o rejeitam e se afastam.
Deus permite que o sofrimento nos atinja, para a nossa própria evolução; não sofreremos menos, portanto, se passarmos a reclamar, queixando-nos frequentemente daquilo que jamais conseguiremos mudar.
Note bem: Seus sapatos apertam os seus pés e vocês sentem dor.
Se passarem a concentrar suas dores apenas em seus pés, a dor aumentará.
Quanto maior for a concentração que dirigirem a seus pés, maior será sua dor.
Não se esqueçam que foram vocês mesmo que escolheram seus próprios sapatos.
Necessário se faz, pois, usá-los sem que reclamem do calçado.
Ou seja, irmãos, vocês próprios escolheram as provas ou resgates pelos quais necessitam passar, quando habitavam a Esfera Espiritual. De lá se asseguraram de que conseguiriam passar pelas vicissitudes escolhidas com doçura e Abnegação. Vocês não se lembram, mas foi assim mesmo que aconteceu.
Não se queixem, pois, se sofrem; não se esqueçam de que os sapatos se desgastarão com o tempo, envelhecerão, e não terão mais que usá-los.
Mas tenham sempre em mente, que a dor é o degrau Divino para a evolução.
Lembrem-se sempre como exemplo de Abnegação, do maior homem do mundo, Jesus, que foi humilhado e não revidou, foi condenado e não se defendeu; carregou sua cruz, caindo, tropeçando, e se levantou sem que ninguém pudesse ajudá-lo.
Chegou exangue no Calvário, onde o mataram impiedosamente, e não se ouviu de seus lábios nenhuma queixa.
Calado, sofreu todas as atrocidades cometidas por homens animais.
Como se não bastasse ainda tamanha Abnegação, disse pouco antes de pender a cabeça no madeiro:
- “Senhor, perdoai-os, porque eles não sabem o que fazem”.
Maior Abnegação do que esse exemplo é impossível.
Só o Mestre para nos ensinar tamanho gesto de aceitação à vontade do Pai e de aceitação ao sofrimento.
Se alguém lhes atirar uma pedra, nada digam.
Abaixem-se lentamente e peguem a pedra que lhes ofendeu.
Vão aos poucos burilando suas arestas.
Após algum tempo, não importa se anos, notarão que de dentro daquela pedra bruta, irá aos poucos surgindo uma luz, que brilhará finalmente como um diamante.
Foram vocês, através dos esforços para a renovação, sem queixas, que conseguiram transformar a pedra bruta que havia em seus corações, num diamante puro, cheio de luz e de amor.
Abnegados, são aqueles que sofrem calados toda a sorte de dores.
Que a paz do Mestre esteja com vocês.
Um irmão do grupo das Fraternidades.


***
Psicografia recebida pela médium Suely dos Anjos, em 26/09/2002 durante os trabalhos de Desenvolvimento Mediúnico do Grupo Espírita Missionários da Luz, de Lorena.




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RECONCILIAÇÃO



Há uma interessante passagem evangélica na qual Jesus recomenda que o homem se reconcilie o mais depressa possível com seu adversário.

A reconciliação deve se processar enquanto ambos estão a caminho, para que um não entregue o outro ao juiz.

Porque o juiz poderá entregar o culpado ao ministro da justiça, que o colocará na prisão.

Se isso ocorrer, as celas não se abrirão enquanto não for pago o último ceitil.

Trata-se de imagens fortes, que chamam a atenção para a importância da convivência equilibrada.

A vida na Terra é uma fecunda e importante escola.

Espíritos de personalidades e valores diversos são colocados lado a lado.

O resultado deve ser o aprendizado e o crescimento de todos os envolvidos.

A convivência nem sempre é fácil.

Na vida social, costumam surgir desacertos.

As ideias e os objetivos costumam ser diferentes, mesmo entre pessoas de boa vontade.

Comumente se afirma que a convivência entre certos indivíduos é difícil por serem inimigos espirituais.

Nessa linha, teriam um passado de erros em comum a justificar a animosidade presente.

Essa hipótese por vezes é verdadeira.

Entretanto, em geral, os desentendimentos de hoje decorrem mais de imperfeições e vícios do que de real inimizade pretérita.

Vaidade, orgulho e egoísmo respondem pela ampla maioria das querelas do mundo.

Não importa o passado, seres generosos e humildes sempre encontram um modo de conviver de forma respeitosa e pacífica.

O problema não reside no ontem, mas no hoje que pode se desdobrar no amanhã.

Importa adotar comportamento digno e fraterno, para seguir livre.

A lei divina é perfeita e cuida de todos.

Ela jamais é burlada, mesmo no mais ínfimo ceitil.

Mas é programada para o progresso e a felicidade dos seres, não para punir e infelicitar.

Daí vem a magna importância da exortação de Jesus.

Seres imperfeitos erram e se atritam.

Dos embates e dos pontos de vista divergentes, o progresso pode surgir.

Contudo, limites se fazem necessários nesse processo de divergência.

A vida precisa ser levada de modo que o coração não se replete de mágoas.

Está-se em uma escola, não em uma batalha campal.

Os outros são irmãos, companheiros de jornada, embora por vezes pensem e ajam de modo diverso.

Acima de qualquer coisa, é preciso manter-se digno e fraterno.

Quando o semelhante erra, perdoá-lo de coração, sem impor condições humilhantes.

Quando se erra, arrepender-se, pedir desculpas, reparar e seguir adiante.

Só não convém esperar a incidência da Lei, por entre mágoas e vaidades.

Porque é aí que surgem as grandes dores, destinadas a dulcificar o coração que se fez orgulhoso e ressentido.

Pense nisso.

***
Redação do Momento Espírita: 
http://momento.com.br




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ESTUDO E OBSERVAÇÃO





Abraçando a fé raciocinada, ao espírito não será lícito eximir-se ao estudo.

Valer-se do pensamento alheio, a fim de progredir e elevar-se, mas, formar as idéias próprias.

Ler e meditar.

Aprender e discernir.

Antes de tudo, compulsar Allan Kardec e anotar-lhe os princípios, de maneira e observá-los no cotidiano, é obrigação dos que se abeberam nas fontes do Cristianismo Redivivo.

Não só freqüentar as lições do Codificador da Doutrina Espírita, mas, igualmente, confrontar-lhe os textos com os ensinamentos do Evangelho de Jesus.

Render culto à evangelização, através dos fundamentos espíritas.

Jamais esquecer de associar Kardec ao Cristo de Deus, qual o próprio Kardec se associou a Ele em toda a sua obra.

Nunca olvidar que Espiritismo significa Cristianismo interpretado com simplicidade e segurança, para que não venhamos a resvalar na negação, fantasiada de postulados filosóficos.

Estudar para compreender que sem Jesus e Kardec, o fenômeno mediúnico é um passatempo da curiosidade improdutiva.

Pesquisar a verdade para reconhecer que a própria experimentação científica, só por si, sem conseqüências de ordem moral, não resolve os problemas da alma.

Colaborar com simpatia nos movimentos de perquirição que se efetuam em torno das atividades medianímicas, mas, sem prejuízo dos encargos e responsabilidades espíritas, valorizando o tempo, sem perdê-lo, de modo algum, nas indagações ociosas e infindáveis.

Selecionar os livros em disponibilidade, escolhendo aqueles que nos purifiquem as fontes da emoção e nos melhorem o nível de cultura.

Conquanto admirando a palavra do apóstolo: “examinai tudo e retende o melhor”, não se comprometer com literatura reconhecidamente deteriorada.

Difundir, quanto possível, as letras nobilitantes.

Proteger o livro espírita e a imprensa espírita com as possibilidades ao nosso alcance.

Concluir, em suma, que tanto necessita o homem de alimento do corpo quanto de alimento da alma e que tanto um quanto o outro exigem cuidado e defesa, higiene e substância, na formação e na aplicação.


***
Espírito: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Livro: No Portal da Luz




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